Artigos, Educação › 16/06/2020

Pais passam a valorizar mais os professores ao acompanhar as aulas online dos filhos

Série: “O desafio de professores e alunos durante a pandemia”

Capítulo 6

Por Andrea de Almeida Gomes e Santos*

A mãe do Enzo, de 10 anos, relata as dificuldades e o aprendizado que ela e o marido, Cláudio, tiveram nesta quarentena. Para melhorar a convivência e reduzir o stress e a ansiedade provocados pelo isolamento social, eles intensificaram os momentos de lazer coletivo, fazem atividade física e rezam juntos semanalmente uma oração.

No início da quarentena, eu, meu esposo e meu filho ficamos aliviados e gratos por podermos estar em casa, protegidos e com alimento à mesa. Eu tenho 50 anos, professora aposentada em final de abril de 2020. Meu marido, Claudio, tem 47 e está afastado do serviço em área hospitalar temporariamente devido a cirurgia no tendão de Aquiles. E meu filho Enzo,10 anos, cursa o 5º ano.
Tivemos que nos adequar à nova rotina, quando as aulas presenciais foram suspensas e o colégio passou a fazer parte de nossa vida diária através das aulas remotas, avaliações e trabalhos, nos envolvendo nessas atividades. Sentimos que naturalmente ocorreu uma aproximação entre nós, professores, alunos e familiares e pudemos observar seu comportamento junto aos colegas, pontuar se necessário, orientá-lo e elogiá-lo. Percebemos que muitos pais passaram a valorizar e respeitar mais o trabalho da professora ao presenciarem as aulas remotas. Agora está terminando o 2º bimestre e a ansiedade para a chegada das férias é grande, pois mesmo que ainda sinta saudades do ambiente escolar, o cansaço de estar em aulas online é visível.

Em vez dos passeios, lazer em casa

Passeávamos todo fim de semana ou nos reuníamos com familiares e amigos. Agora intensificamos outras atividades como: manutenção de uma organização flexível, sessão cine-pipoca, jogos (video game e tabuleiros), cozinhar receitas novas, cantar, ler livros e gibis, desenhar, jogar futebol no apartamento retirando os móveis da sala e, para minimizar as saudades, fazemos videochamadas e usamos o WhatsApp.
Compreendemos e respeitamos a importância do isolamento social, por isso as saídas são somente para fazer nossas compras e também para minha mãe de 72 anos, que além de ser idosa faz parte do grupo de risco e mora sozinha.
Consequentemente, a prorrogação da quarentena acaba gerando uma mistura de sentimentos, emoções, dúvidas e receios sobre o futuro. Mas sabemos que só podemos administrar o que está ao nosso alcance. Nesse momento estamos com o olhar voltado ao nosso filho, que está demonstrando estar mais estressado e por conta disso há dias mais complicados, onde tivemos conversas mais calorosas. Estamos procurando nos manter mais calmos para passarmos essa tranquilidade a ele e inserimos algumas atividades físicas: subir as escadas do prédio ou caminhar no quarteirão utilizando máscara.

Momento dedicado à oração

Fazemos semanalmente uma oração juntos, onde realizamos a leitura de textos, conversamos e refletimos sobre o que podemos fazer para melhorar a convivência em nosso lar. Agradecemos a oportunidade de podermos ser solidários com outras famílias mais necessitadas nesse momento e continuamos seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde e com fé que tudo isso vai passar, pois ELE sabe o que é melhor para nós.
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*Andrea de Almeida Gomes e Santos e
Cláudio Roberto Santos são pais do Enzo, de 10 anos.

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